Eugénia Flores é Diretora de Serviços de Desenvolvimento e Captação de Investimento na Vice-Presidência do Governo Regional dos Açores que tem sob a sua alçada a missão de apoiar e executar as ações conducentes à concretização da política regional nos domínios da promoção da captação de investimentos de capitais externos e à divulgação, no exterior, das potencialidades económicas da Região.
Esteve no Portugal Nação Global, em Lisboa, com o objetivo dar a conhecer as potencialidades dos Açores nestes domínios bem como de divulgar o projeto investinazores.com, portal de captação de investimento e promoção das empresas regionais, com o objetivo de posicionar os Açores neste mercado: “pretendemos dar-nos a conhecer, informar o que é que temos para oferecer a potenciais investidores e o que podemos fazer em prol do desenvolvimento, não só das empresas, mas também do desenvolvimento regional.”
Nos últimos anos os Açores têm sabido posicionar-se muito nos mercados externos, sem nunca descurar o mercado interno. Segundo Eugénia Flores, a primeira coisa a fazer é trazer de fora para dentro investimento, know-how, pessoas, inovação, tecnologia. Por outro lado, têm como missão promover os Açores lá fora, apoiando “as nossas empresas, as nossas startups”. Divulgar a nossa ciência e tecnologia, e o que o governo regional tem feito para se posicionar no mercado da ciência, da inovação, das tecnologias de informação, e com essas duas vertentes de atuação: de fora para dentro, e de dentro para fora, no sentido de apoiar a internacionalização e o desenvolvimento das “nossas empresas”. Reforça a Diretora.
Há alguma palavra-passe ou chave que possa abrir as portas do interior para o exterior? Há alguma mágica que possam usar?
Na opinião de Eugénia Flores, os Açores, por si só, já são um lugar mágico. A própria palavra “Açores” já remete para o universo de magia. Quem nos conhece, quer seja presencialmente ou por ter ouvido falar de nós, associa sempre a um lugar maravilhoso, pacífico, tranquilo. As ilhas açorianas têm uma estabilidade rara e são realmente um lugar mágico.
Em termos de captação de investimento, nós temos muito para oferecer: qualidade de vida e impacto para quem quer se mudar para os Açores e constituir a sua família, o seu projeto de vida. Há estabilidade económica, securitária, social, política invejável. “Fazemos parte da União Europeia, mas para além disso, temos o sistema de incentivos ao investimento privado que é dos mais competitivos a nível europeu, aliado a um diferencial fiscal.” Assegura.
O que pretendem com este evento?
“Não poderíamos deixar de estar presentes. É um evento à escala nacional que une todos os municípios e todas as regiões autónomas e todas as principais regiões que têm alguma relação com a diáspora. O mercado da diáspora é um mercado importantíssimo, constituído por pessoas que, para além de empresários, são pessoas fantásticas, com muitas provas dadas e, em muitos dos casos, com uma ligação emocional muito grande às suas raízes.” Revela a Diretora.
Os Açores, em particular, beneficiam de um posicionamento geográfico e estratégico especial, porque contam com uma posição na diáspora muito forte. Tradicionalmente centrada mais nos Estados Unidos e Canadá, mas também em muitos outros sítios do mundo. Há açorianos espalhados por todos os lugares, do Brasil, das Bermudas, na Europa.
Estas iniciativas são muito bem-vindas, “para nós tem sido ótimo estar cá. A organização tem sido excelente. Temos muito a agradecer ao Secretário de Estado das Comunidades por ter tido esta iniciativa, que considero que é muito importante a manter e potenciar as sinergias que existem no território nacional. Nos Açores e no continente, “aquilo que nos toca e também a diáspora nacional”.
Os emigrantes que partem agora são comunidades diferentes, partem por razões diferentes. Os que partiram antes, não possuíam qualificações, mas conseguiam vingar com o seu trabalho e dedicação, pelo seu empreendedorismo, muitas vezes em ambientes bastante hostis e muito competitivos. Esta nova emigração é constituída por pessoas mais qualificadas, mas continuam com as suas raízes bem fixadas às ilhas.
“Nós temos uma direção regional das comunidades, que tem feito um trabalho excelente, com o intuito de aproximar a região das nossas gentes lá fora. E o que esperamos, é que possam contar connosco, e saibam que serão sempre muito bem recebidos nos Açores. Temos um carinho muito especial por todos os açorianos que estão fora e cá estaremos para os apoiar. Possuímos uma unidade orgânica na Vice-presidência com esse fim, para apoiar todas as pessoas que querem investir nos Açores, “procurem-nos, contactem-nos”, pois estamos inteiramente disponíveis com muito carinho e com muita vontade de dar suporte e trazer de volta, não só para retornarem à sua região, mas também com projetos empresariais que ajudem a desenvolver as suas empresas, e que também ajudem a desenvolver a Região Autónoma dos Açores.
Estamos posicionados nesta área de forma muito competitiva por características que são seguramente conhecidas, como, por exemplo: qualidade de vida; estabilidade económica; social e securitária.
Para além disso, apresentam um ambiente extremamente favorável ao negócio. Com uma orgânica governamental específica para acompanhar os potenciais investidores, bem como um diferencial fiscal face a Portugal continental, muito competitivo. Para além disso, têm um sistema de incentivos enquadrado na União Europeia, que é um dos mais competitivos da Europa, incentivos a fundo perdido “deveras importante”.
Para além dos negócios tradicionais que continuam a ser apoiados, tudo o que seja áreas de negócios e das tecnologias de informação. Mas continuam a apoiar os setores tradicionais “em tudo o que nos é possível e devo dizer que os produtos regionais continuam a ter imensa receção nos seus mercados de destino de exportação”, adianta a Diretora.
Uma mensagem para os emigrantes Açorianos
“Visitem-nos para verem a evolução da região nos últimos anos. Contactem-nos, estamos cá para vos apoiar, esclarecer, dar todo o apoio necessário.” A quem pretenda emigrar, “o nosso objetivo é que as pessoas não emigrem, que se mantenham na sua região”, mas quando há essa necessidade de sair pelo mundo, que “tragam os conhecimentos adquiridos lá fora, que ganhem know-how e que continuem sempre que possível manter a ligação com a região e se quiserem voltar, contactem-nos, porque estamos cá para apoiar a nova integração e apoiar a criação de empresas e receber de braços abertos os conhecimentos adquiridos lá fora”. Finaliza Eugénia Flores




