Decorreu nos dias 29 e 30 de abril o primeiro encontro com forte presença internacional e nacional, de entidades públicas e privadas, tendo como objetivo a criação e conexão entre e as empresas que se encontram sediadas em Portugal e fora dele. O primeiro dia contou com abertura de Luís Montenegro, Primeiro-Ministro de Portugal, que salientou a importância desta iniciativa ao nível interno e externo. No evento estiveram mais de duzentas empresas nacionais e outras tantas da Diáspora, que mostraram abertura e vontade de investir em Portugal e aproveitar o seu capital humano, de elevado valor. O segundo dia foi mais centrado na Diplomacia Económica, alargamento das redes e mais internacionalização das empresas portuguesas, acento tónico do evento, que teve arranque com a cantora Inês Barros.

O Primeiro-Ministro iniciou os trabalhos do Fórum destacando o valor das empresas portuguesas e dos emigrantes que se encontram pela Diáspora, imprimindo um valor acrescido, dos profissionais portugueses que se têm destacado pelos quatro cantos do mundo. “Já somos mais de 5 milhões de portugueses a dar “cartas” no mundo inteiro”, salientou o primeiro-ministro. Um discurso muito positivo para incentivar ainda mais os portugueses que vivem no estrangeiro a investir no país, quer através dos conhecimentos adquiridos aqui e lá fora, trazendo novas ideias para fortalecer ainda mais o nosso potencial profissional.
“Somos um povo de fácil integração e superação,” salientou Luís Montenegro. E é com este espírito de resiliência e superação que Portugal, através dos seus verdadeiros embaixadores, conseguem deixar marcas e marcos de extrema importância.
Segundo o “Economist”, Portugal e a economia portuguesa, têm evoluído de forma muito positiva, tendo em conta a conjuntura internacional, com vários países a serem palcos de guerra, salientou Luís Montenegro.
O primeiro-ministro destacou também a grande apetência com as novas tecnologias e que estamos no caminho certo das realidades futuras, que se baseiam na inteligência artificial, sem descorar a importância do valor humano.

O Fórum também contou com a presença de três portugueses que se estão a destacar lá fora. Foram apenas três, dos muitos milhares que têm conseguido deixar a marca Portugal quer em empresas multinacionais e em organismos internacionais, como é o caso das Nações Unidas, com o Secretário-Geral daquela Organização.
O mundo está com forte presença nacional e não é por acaso. A resiliência e o gosto pelo crescimento fazem parte do “ADN” português.
No encontro também marcou presença, da empresa Amorim, António Rios, a responsável da AICEP, a Presidente Madalena Oliveira e Silva, e o Presidente da Associação de Municípios.
O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (mentor do Portugal Nação Global), Emídio Sousa, destacou a importância das Comunidades Portuguesas pelo mundo, e também sendo ele filho da emigração, não se esqueceu dessa herança, dando ainda mais destaque aos emigrantes como “verdadeiros” embaixadores. Os portugueses onde se encontram, revelam sempre ser muito profissionais, pessoas de bem, que pretendem apenas crescer e trazer para Portugal o que conseguiram conquistar a pulso lá fora.
No encontro estavam 189 empresas nacionais 264 portuguesas da diáspora e 264 instituições. O que não surpreendeu dado que Portugal se encontra em mais de 178 países nos vários continentes. Foi uma intervenção curta, mas foi ponto principal: a importância da diáspora portuguesa.
Também houve espaço para os vários municípios de Portugal Continental e Ilhas, onde cada região destacou a sua importância para o país e para a Diáspora.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros deixou o seu sentir como responsável máximo da Diplomacia, revelando que o papel dos Embaixadores e entidades consulares, têm feito um trabalho “extraordinário”, nos países onde se encontram. Nem tudo são “rosas”, mas estes profissionais têm sabido gerir bem o seu profissionalismo nas várias áreas geográficas, onde se existe representação Consular/Governamental.
Revelou que reabriram novas Embaixadas no Vietname, Filipinas e áreas circundantes.

António Horta Osório é figura de destaque na indústria de serviços financeiros ao longo de mais de 30 anos, com uma carreira internacional de sucesso na banca que abrange banca comercial e de retalho, gestão de ativos e banca de investimentos. Também esteve presente e deu o seu testemunho como profissional. Segundo o mesmo, Portugal tem sabido manter boas políticas económicas, com um superavit orçamental de 0,7% do PIB em 2025 (cerca de dois mil milhões de euros), marcando o segundo maior excedente da democracia. São boas notícias não só para o país como também para os mercados externos.

O Presidente do Conselho da Diáspora, António Calçada de Sá, destacou o crescimento do Conselho que conta atualmente com 377 Conselheiros da Diáspora, e a Diáspora Jovem, com 30 Conselheiros. Têm trabalhado de perto junto destes Conselheiros e o resultado tem sido frutífero.
O evento teve lugar para a vertente cultural, que a partir de agora também vai figurar nos trabalhos da PNG. O som da nota final ficou na ponta dos dedos da guitarra portuguesa da artista Mafalda Lemos, que nos fez levitar pelas ondas do som onde se sentia a portugalidade no ar.

O PNG vai continuar online e mostra-se recetivos a todos os que pretendam entrar em contacto com os responsáveis desta plataforma transfronteiriças em 178 países e será o ponto de encontro e partida para os primeiros contatos empresariais a nível internacional. O projeto concentra-se na visão do setor empresarial: a consequência é ampliar o conceito para se focar também na cultura, educação, ciência, no desporto e para todos os que queiram investir em Portugal. Foram dois dias de muitos debates, onde os temas centrais foram abordados e se perspetivam efetivação dos mesmos. Para o ano há mais, vários países já manifestaram o seu interesse para que o evento tenha lugar nos seus países, falta saber qual destes vai deixar o seu registo:“made in Portugal” .




