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Sábado - 24 Janeiro 2026

ReThink Lisbon: especialistas definem plano para combater o aumento das temperaturas na capital

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Dinamizada pelo gabinete hori-zonte, proposta de regeneração urbana, com estratégias concretas para enfrentar os desafios impostos pelas alterações climáticas, será revelada no Hub Criativo do Beato, na próxima sexta-feira, às 14h30 horas. Contributo técnico-científico saído do workshop “ReThink Lisbon: Climate & Regeneration Proposal 2030” será entregue à Câmara Municipal de Lisboa.

Intitulada de “ReThink Lisbon: Climate & Regeneration Proposal 2030”, dinamizada pelo gabinete de arquitetura hori-zonte, a iniciativa reúne durante os três dias da Archi Summit 2025 – que arranca hoje (dia 9) na capital – um grupo multidisciplinar de especialistas que vai avançar com um conjunto de propostas para enfrentar o desequilíbrio térmico da mais populosa cidade portuguesa e os demais desafios impostos pelas alterações climáticas.

No foco está o mapa térmico muito desigual de Lisboa, com zonas urbanas que registam temperaturas excessivamente elevadas durante o verão, como as observadas nos últimos dias, e que colocam em risco a saúde e a qualidade de vida dos seus habitantes. O aumento das ondas de calor, que já causaram milhares de mortes em Portugal nas últimas décadas, torna urgente a adoção de soluções integradas.

O diagnóstico, a reflexão, a estratégia e o plano de ação serão dados a conhecer no último dia (11, sexta-feira) do evento internacional de arquitetura Archi Summit, a partir das 14h30, no Hub Criativo do Beato, e são resultado de um trabalho conjunto de reputados especialistas.

“O contributo técnico-científico será entregue à Câmara Municipal de Lisboa, numa perspetiva de integração e continuidade com as políticas urbanas já em curso”, revela Diogo Lopes Teixeira, cofundador do gabinete hori-zonte.

“Lisboa já vive as consequências do aumento das temperaturas. Precisamos de pensar o território como um sistema vivo e adaptável”, frisa o mesmo responsável, especializado em arquitetura sustentável, que vê o “contributo técnico-científico” em mãos como um mapa para uma “transformação concreta, que queremos útil para as políticas públicas em curso”.

Do grupo de reflexão fazem parte o cientista Filipe Duarte Santos (presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e um dos investigadores mais conceituados em alterações climáticas e sustentabilidade), os arquitetos Manuel Aires Mateus e Inês Lobo, o engenheiro Vasco Appleton (A2P Engenharia), o urbanista Daniel Casas Valle (conhecido pela obra “The Future Design of Streets”), o arquiteto e investigador Adrian Krężlik (Dosta Tec, Energy and Buildings for Future Climate), a arquiteta paisagista Catarina Viana (Topiaris), a especialista em sustentabilidade Vanessa Tavares (Built Colab – Laboratório Colaborativo para o Ambiente Construído do Futuro), o arquiteto paisagista Paulo Palha (Neoturf e EFB – European Federation of Green Roof and Green Wall Associations), a especialista em saúde pública Teresa Leão (professora auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e do Instituto de Saúde Pública), Diogo Lopes Teixeira e João Castelo-Branco, arquitetos e especialistas em sustentabilidade.

A moderadora e relatora da iniciativa, que conta com o patrocínio da Egger, será a arquiteta Ana Neiva (professora e investigadora da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto).

Segundo dados do IPMA e da Fundação Francisco Manuel dos Santos, as ondas de calor já provocaram milhares de mortes em Portugal nas últimas décadas. Lisboa é uma das 100 cidades europeias comprometidas com a neutralidade carbónica até 2030 e enfrenta um futuro com mais dias secos, menos precipitação e temperaturas que poderão subir até mais 2,7°C até meados do século.

Outras cidades europeias, como Paris, já estão a implementar medidas urbanas concretas: da substituição de asfalto a zonas verdes temporárias e sistemas de sombreamento natural.

“Estamos a repensar o modo como desenhamos e habitamos as cidades. Este projeto faz parte do compromisso contínuo do hori-zonte com soluções arquitetónicas regenerativas e com o equilíbrio ecológico e social”, salienta Diogo Lopes Teixeira.

O workshop “ReThink Lisbon: Climate & Regeneration Proposal 2030” decorrerá num “ambiente imersivo, que se espera desafiante e produtivo, cruzando perspetivas, de onde surgirão, seguramente, ideias relevantes e transformadoras, consubstanciadas numa proposta global que pode ajudar o município lisboeta”, diz o arquiteto.

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