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Domingo - 12 Julho 2026
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“Tarde de mais!” e o Esquecido Quadro – A Misteriosa Biblioteca (2. Parte)

Destaques

Hora de Esperança – A Emigração do Espírito da Cultura

Que a Vida não é um Mar de Rosas é um Facto. Porém – dizer, que o Ramo somente apresenta Espinhos, não corresponde à Realidade. Caminhar na Estrada da Vida é por vezes uma Aventura e uma Demanda, nem sempre fácil de se realizar e enfrentando Obstáculos, a fim de se conseguir a Realização de Sonhos e Metas. É fácil desistir ou destruir um Objetivo. A seguir resignar e dizer, que o Mundo está contra e não vale a Pena, continuar a lutar. Porque não capitular, quando se encontra um Projeto destruído em Fragmentos? Ninguém obriga a pegar no Tubo da Cola, a fim de colar tudo. Ninguém? Talvez não seja bem assim. A Pessoa sentar-se na Cadeira e esperar, que a Sorte venha “Bater à Porta”? Eu diria: “Muita Sorte!” – O Sucesso ou a Realização de Obras, que a Mente e o Espírito da “Fantasia” na Memória ou no Papel escrevem – infelizmente – não se constroem sozinhas com Magia ou possivelmente ainda bem. Coragem, Esperança e Fé revelam-se como o Motor da Evolução – seja Pessoal ou Mundial. (Quem nem todos os Planos foram e se apresentam para Bem do Mundo – é outra História, que merece o seu próprio Ensaio.) Hoje – quase com o Advento a chegar, pretendo realçar a Firmeza ou talvez a Audácia do Pensar: Triunfo e Fracasso dependem muito da própria Autoria e também – às vezes – de um pouco de Ajuda. Precisamos de ir ao encontro da Sorte.

“Uma Vela –

não se acende por ela.”

Não desistir e pensar: A Época Natalícia é um visível Exemplo para a razão de Olhar em Frente e para além do próprio Saber, assim como de Limites Nacionais. Não conseguimos ir contra a “Estranha forma de Vida”, que não revela os seus Mistérios referente ao Futuro. Porém – conseguimos trabalhar para procurar, que a Vida revele os seus Segredos e nos surpreenda – por vezes quando menos esperamos – com uma Realidade de Êxito e Vitória contra a pequena maléfica Voz que diz: “Desiste, que não consegues!” – Responder: “O Futuro o dirá!”, porque não é somente o Mal, também o Bem apresenta “Asas para Voar”. O Espírito não conhece Fronteiras – e por vezes continua na Eternidade, porque deixa o seu Legado.

Por conseguinte, a nossa Heroína do Conto da “Misteriosa Biblioteca” decidiu continuar procurar seu Caminho ….

Na Mão segurava umas Folhas.

Curiosos encorajaram.

“Asas para voar” se encantaram.

Sem esperar suave Voz a chamar.

Mais um Mistério para desvendar?

O Som da Voz procurei.

Com Passo firme reparei,

que a Sala maior Dimensão apresentava.

Devagar seus Segredos revelava.

Uma brilhante Luz como um Raio.

Era a Aura de um novo Cenário.

Segui na indicada Direção.

Um Quadro chamou minha Atenção:

De Carl Spitzweg o “Pobre Poeta”.

“Do Mistério mais uma Faceta?”

Pequena Alma sem esperar –

Na Escuridão me fez lembrar:

O Pobre Poeta olhou para mim.

Parecia –

“Da Poesia –

Um resignado Serafim.”

Do Mundo esquecido.

Seu Saber sem ser reconhecido.

“À Poesia me dediquei.

No meu Talento acreditei.

Por fim – minha Vida perdida.

Minha Obra? – Jamais lida.”

Minhas Folhas guardei.

“A Hora do Poeta”, pensei.

Para a outra Sala regressei.

Com ilustre Público voltei.

Charles Dickens acenou.

Com convicção falou:

“Para tudo seu Tempo existe.

Mas nem tudo ao Tempo resiste.

Contra o Esquecimento –

Existe um Fundamento.

Pintar e escrever –

Um Legado contra o esquecer.

Uma Obra não pronunciada.

Como Quadro –

Para a Eternidade pintada.”

O Poeta comovido ficou.

O Convite para recitar? – Aceitou.

No Silêncio suas Palavras voavam.

Com Beleza encantavam.

Enquanto recitava.

A Luz aumentava.

A emocionante Apresentação

levantava o Véu da Escuridão.

No meio dos Livros –

Quadro após Quadro aparecia.

O Mundo da Pintura com sua Sabedoria.

Quando a última Palavra pronunciou.

Como ilustre Poeta triunfou.

“Bravos!” da Esfera da Escritura.

Saudações do Orbe da Pintura.

No Entanto –

A Gloria a viver –

A Lágrima –

Não conseguiu esconder.

Do Quadro me aproximei –

Com Suavidade perguntei:

“Tristeza na Alegria?”

“Porque o Destino nos desafia.

Em Vida o Triunfo não alcancei.

Hoje – Tarde de mais recitei.”

“Para mim não é tarde.

A Chama da Vida ainda arde.”

Dos Aplausos para o Silêncio.

“De um Novo Mistério o Prefácio?”

O Poeta para um escuro Canto indicou.

A Origem do Raio se desvendou.

Era uma inacabada Tela.

Para quem –

O Esquecimento foi Sentinela.

Meio Esboço, meio Pintura.

A História de uma Boaventura.

Porém –

Realça o Desejo de ser terminada.

E como Obra ser iluminada:

“Um Jovem Pintor –

Foi meu Autor.

O “Porquê?” desconheço.

Elevado o Preço.

Começou a desenhar.

Mas decidiu abandonar.

Um Talento se perdeu.

Porque –

À Desistência se rendeu.

No seu Caminho não acreditou.

E no Caminho ficou.”

Nas guardadas Folhas pensei.

E no Silêncio acenei.

“Algures no Tempo –

Salvei-me de um Fósforo.

Perante ilustre Público imploro:

“Perdidos Talentos recordar.

Minha Tela –

Como Memorial pintar.””

Fascinada com o Quadro,

à Luz de um maravilhoso Candelabro

um novo Mistério se desvendou:

A História da Pintura se apresentou.

De Leonardo da Vinci a Pablo Picasso –

Como Neil Armstrong –

Na Terra –

Cada Obra magnificente Passo.

De Albrecht Dürer a Andy Warhol –

As Mãos a Rezar como um Farol.

A Pop Art um Novo Mundo inventou.

Arte –

Do Lápis à Tecnologia jamais descansou.

Botticelli e Donatello,

Rafael e Michelangelo –

Pintaram para a Eternidade.

Influenciaram a Humanidade.

Girassóis e um Brinco de Pérola.

Suas Técnicas –

Até hoje uma Bússola.

Frida Kahlo com Paula Rego a falar.

Muitas Histórias para contar.

Era a Orquestra do Mundo da Pintura.

O Espírito –

Convidou para uma Aventura.

Olhei para os Maestros do Renascimento.

Renascer o Fundamento.

Entre Livros e Quadros procurei.

Não o “Grito”, mas o “Sonho” encontrei.

“Mãos – rezando – à Obra”, o Leme a saudar.

Concentração de Alegria na Tela a dançar.

O Esboço Vida ganhou.

A Pintura ao Universo revelou.

A História de um Farol contava:

“Luz no Mar navegava.

Para Salvar Vidas vivia.

Porque –

O Perigo do Mar conhecia.

Destinado a ser Guardião.

Com Fé cumpria sua Missão.

Assim –

Em Noite de Vendaval aconteceu,

ao longe uma Caravela apareceu.

Nevoeiro e Chuva o Regresso impediam.

Os Lemes na Tempestade se perdiam.

No meio da Escuridão –

Sua Luz a Salvação.

A Caravela a Porto Seguro chegou.

O Farol a brilhar continuou.”

Maestros e Maestrinas pintaram.

O Sonho do Quadro? – Realizaram.

Uma majestosa Obra criaram.

Do Passado ao Presente aplaudiram.

Literatura e Pintura conseguiram.

“Tarde de mais” –

Para o Quadro do Farol dissolveram.

Solene Festividade verifiquei.

Nas minhas Folhas pensei.

Quando de repente uma Melodia ouvi.

Mas nenhum Instrumento vi.

“Uma Noite repleta de “Espíritos”?

“Um Conto de Natal” –

Com misteriosos Desafios.”

Charles Dickens –

Com Aura de Sabedoria se aproximou.

Cavalheiro me convidou.

Uma Serenata doce e elegante entoava.

Porém –

O seu Fado Chorava?

Para continuar.

Isalita Pereira

Secreta Poeta

Autoria da Fotografia A. Carvalho

Isalita Pereira
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