Hora de Esperança – A Emigração do Espírito da Cultura
Que a Vida não é um Mar de Rosas é um Facto. Porém – dizer, que o Ramo somente apresenta Espinhos, não corresponde à Realidade. Caminhar na Estrada da Vida é por vezes uma Aventura e uma Demanda, nem sempre fácil de se realizar e enfrentando Obstáculos, a fim de se conseguir a Realização de Sonhos e Metas. É fácil desistir ou destruir um Objetivo. A seguir resignar e dizer, que o Mundo está contra e não vale a Pena, continuar a lutar. Porque não capitular, quando se encontra um Projeto destruído em Fragmentos? Ninguém obriga a pegar no Tubo da Cola, a fim de colar tudo. Ninguém? Talvez não seja bem assim. A Pessoa sentar-se na Cadeira e esperar, que a Sorte venha “Bater à Porta”? Eu diria: “Muita Sorte!” – O Sucesso ou a Realização de Obras, que a Mente e o Espírito da “Fantasia” na Memória ou no Papel escrevem – infelizmente – não se constroem sozinhas com Magia ou possivelmente ainda bem. Coragem, Esperança e Fé revelam-se como o Motor da Evolução – seja Pessoal ou Mundial. (Quem nem todos os Planos foram e se apresentam para Bem do Mundo – é outra História, que merece o seu próprio Ensaio.) Hoje – quase com o Advento a chegar, pretendo realçar a Firmeza ou talvez a Audácia do Pensar: Triunfo e Fracasso dependem muito da própria Autoria e também – às vezes – de um pouco de Ajuda. Precisamos de ir ao encontro da Sorte.
“Uma Vela –
não se acende por ela.”
Não desistir e pensar: A Época Natalícia é um visível Exemplo para a razão de Olhar em Frente e para além do próprio Saber, assim como de Limites Nacionais. Não conseguimos ir contra a “Estranha forma de Vida”, que não revela os seus Mistérios referente ao Futuro. Porém – conseguimos trabalhar para procurar, que a Vida revele os seus Segredos e nos surpreenda – por vezes quando menos esperamos – com uma Realidade de Êxito e Vitória contra a pequena maléfica Voz que diz: “Desiste, que não consegues!” – Responder: “O Futuro o dirá!”, porque não é somente o Mal, também o Bem apresenta “Asas para Voar”. O Espírito não conhece Fronteiras – e por vezes continua na Eternidade, porque deixa o seu Legado.
Por conseguinte, a nossa Heroína do Conto da “Misteriosa Biblioteca” decidiu continuar procurar seu Caminho ….
Na Mão segurava umas Folhas.
Curiosos encorajaram.
“Asas para voar” se encantaram.
Sem esperar suave Voz a chamar.
Mais um Mistério para desvendar?
O Som da Voz procurei.
Com Passo firme reparei,
que a Sala maior Dimensão apresentava.
Devagar seus Segredos revelava.
Uma brilhante Luz como um Raio.
Era a Aura de um novo Cenário.
Segui na indicada Direção.
Um Quadro chamou minha Atenção:
De Carl Spitzweg o “Pobre Poeta”.
“Do Mistério mais uma Faceta?”
Pequena Alma sem esperar –
Na Escuridão me fez lembrar:
O Pobre Poeta olhou para mim.
Parecia –
“Da Poesia –
Um resignado Serafim.”
Do Mundo esquecido.
Seu Saber sem ser reconhecido.
“À Poesia me dediquei.
No meu Talento acreditei.
Por fim – minha Vida perdida.
Minha Obra? – Jamais lida.”
Minhas Folhas guardei.
“A Hora do Poeta”, pensei.
Para a outra Sala regressei.
Com ilustre Público voltei.
Charles Dickens acenou.
Com convicção falou:
“Para tudo seu Tempo existe.
Mas nem tudo ao Tempo resiste.
Contra o Esquecimento –
Existe um Fundamento.
Pintar e escrever –
Um Legado contra o esquecer.
Uma Obra não pronunciada.
Como Quadro –
Para a Eternidade pintada.”
O Poeta comovido ficou.
O Convite para recitar? – Aceitou.
No Silêncio suas Palavras voavam.
Com Beleza encantavam.
Enquanto recitava.
A Luz aumentava.
A emocionante Apresentação
levantava o Véu da Escuridão.
No meio dos Livros –
Quadro após Quadro aparecia.
O Mundo da Pintura com sua Sabedoria.
Quando a última Palavra pronunciou.
Como ilustre Poeta triunfou.
“Bravos!” da Esfera da Escritura.
Saudações do Orbe da Pintura.
No Entanto –
A Gloria a viver –
A Lágrima –
Não conseguiu esconder.
Do Quadro me aproximei –
Com Suavidade perguntei:
“Tristeza na Alegria?”
“Porque o Destino nos desafia.
Em Vida o Triunfo não alcancei.
Hoje – Tarde de mais recitei.”
“Para mim não é tarde.
A Chama da Vida ainda arde.”
Dos Aplausos para o Silêncio.
“De um Novo Mistério o Prefácio?”
O Poeta para um escuro Canto indicou.
A Origem do Raio se desvendou.
Era uma inacabada Tela.
Para quem –
O Esquecimento foi Sentinela.
Meio Esboço, meio Pintura.
A História de uma Boaventura.
Porém –
Realça o Desejo de ser terminada.
E como Obra ser iluminada:
“Um Jovem Pintor –
Foi meu Autor.
O “Porquê?” desconheço.
Elevado o Preço.
Começou a desenhar.
Mas decidiu abandonar.
Um Talento se perdeu.
Porque –
À Desistência se rendeu.
No seu Caminho não acreditou.
E no Caminho ficou.”
Nas guardadas Folhas pensei.
E no Silêncio acenei.
“Algures no Tempo –
Salvei-me de um Fósforo.
Perante ilustre Público imploro:
“Perdidos Talentos recordar.
Minha Tela –
Como Memorial pintar.””
Fascinada com o Quadro,
à Luz de um maravilhoso Candelabro
um novo Mistério se desvendou:
A História da Pintura se apresentou.
De Leonardo da Vinci a Pablo Picasso –
Como Neil Armstrong –
Na Terra –
Cada Obra magnificente Passo.
De Albrecht Dürer a Andy Warhol –
As Mãos a Rezar como um Farol.
A Pop Art um Novo Mundo inventou.
Arte –
Do Lápis à Tecnologia jamais descansou.
Botticelli e Donatello,
Rafael e Michelangelo –
Pintaram para a Eternidade.
Influenciaram a Humanidade.
Girassóis e um Brinco de Pérola.
Suas Técnicas –
Até hoje uma Bússola.
Frida Kahlo com Paula Rego a falar.
Muitas Histórias para contar.
Era a Orquestra do Mundo da Pintura.
O Espírito –
Convidou para uma Aventura.
Olhei para os Maestros do Renascimento.
Renascer o Fundamento.
Entre Livros e Quadros procurei.
Não o “Grito”, mas o “Sonho” encontrei.
“Mãos – rezando – à Obra”, o Leme a saudar.
Concentração de Alegria na Tela a dançar.
O Esboço Vida ganhou.
A Pintura ao Universo revelou.
A História de um Farol contava:
“Luz no Mar navegava.
Para Salvar Vidas vivia.
Porque –
O Perigo do Mar conhecia.
Destinado a ser Guardião.
Com Fé cumpria sua Missão.
Assim –
Em Noite de Vendaval aconteceu,
ao longe uma Caravela apareceu.
Nevoeiro e Chuva o Regresso impediam.
Os Lemes na Tempestade se perdiam.
No meio da Escuridão –
Sua Luz a Salvação.
A Caravela a Porto Seguro chegou.
O Farol a brilhar continuou.”
Maestros e Maestrinas pintaram.
O Sonho do Quadro? – Realizaram.
Uma majestosa Obra criaram.
Do Passado ao Presente aplaudiram.
Literatura e Pintura conseguiram.
“Tarde de mais” –
Para o Quadro do Farol dissolveram.
Solene Festividade verifiquei.
Nas minhas Folhas pensei.
Quando de repente uma Melodia ouvi.
Mas nenhum Instrumento vi.
“Uma Noite repleta de “Espíritos”?
“Um Conto de Natal” –
Com misteriosos Desafios.”
Charles Dickens –
Com Aura de Sabedoria se aproximou.
Cavalheiro me convidou.
Uma Serenata doce e elegante entoava.
Porém –
O seu Fado Chorava?
…
Para continuar.
Isalita Pereira
Secreta Poeta
Autoria da Fotografia A. Carvalho




