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Segunda-feira - 24 Junho 2024

D. Tina não tem mãos a medir

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Uma pequena placa chamou-nos à atenção, era uma fábrica de enchidos. Tocámos à campainha mas ninguém nos atendeu. Tinha o número e ligámos. “Pretendemos comprar enchidos, estamos aqui em frente à porta”. Uns segundos depois aparece D. Tina, depois de uma breve conversa, foi-nos mostrar a fábrica, com os enchidos em vinho e alhos e os já feitos, pendurados, no processo de secagem. Ficámos rendidos, levamos alguns, e a conversa continuou.

Fátima Pereira, mais conhecida por Tina, em Baião, começou a atividade do fumeiro há muitos anos. O negócio vem “dos tempos dos pais do meu marido, faziam comércio de carnes e fumeiros, e nós seguimos-lhe os passos.” A fábrica existe há 32 anos, e depois em 1991, foi sofrendo algumas alterações, em 2010 e em 2021 fizeram as obras mais recentes.

No início, “vendíamos o fumeiro por aqui pelas redondezas”. Também ainda não eram muito conhecidos. Mas com o passar do tempo e palavra puxa palavra e o fumeiro de D. Tina começou a ficar mais conhecido e o negócio começou a prosperar. “Antes vendíamos mais por aqui, mas agora até para o estrangeiro vendemos”. Disse orgulhosa D. Tina.

Pelas redondezas há pessoas que vêm comprar em quantidades grandes e “vendem nos seus comércios tradicionais, e em pequenos comércios. Até para Lisboa vendemos muito. Para a restauração, e para consumo caseiro”. A casa de Baião no Porto também vendem lá os nossos produtos.

Em 1991 “decidimos por isto como deve de ser, ter uma pequena fábrica de enchidos”, com todo o processo de produção, há uma sala para as carnes em vinhos de alho, os chouriços, a zona de cura com lanha a arder que faz o fumo para curar os enchidos. E alguns presuntos, “mas não são muitos porque não é o nosso forte.”

Assim que entrámos na pequena fábrica já sentiamos o cheiro do fumeiro.

“Vendemos de Norte a Sul do país, temos sempre muitas encomendas. Para o estrangeiro os países que exportamos é para Suíça e Bélgica, França, também enviamos para Espanha, mas só trabalhamos com o estrangeiro depois de 1991”.

“Está tudo certificado e regulamentado conforme as regras nacionais e da União Europeia”. Refere D. Tina.

Nas férias do verão os emigrantes compram muitos enchidos, para matar as saudades.

Também “fazemos feiras, e temos o presunto que tem cura de um ano”. Os enchidos é que saem mais. “Temos alheiras de carne de porco e outras carnes, chouriços, e alheiras de aves (galinha e peru)”, e “há pouco tempo, uns quatro anos começámos a fazer alheiras de legumes, que têm muita saída”, leva cogumelos e outros legumes, não deixando revelar o segredo. “Vendemos mais ao fim de semana, e durante a semana é para produzir.”

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